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Continuando o papo da coluna anterior e cumprindo o prometido, hoje vamos conversar sobre um item indispensável na montagem do enxoval de um casal: toalhas de banho. Com elas acontece situação bem parecida do que acomete os lençóis, mas ainda tem mais gente que se arrisca a investir num conjunto de toalhas para dar de presente. Eu acho tão legal ganhar toalhas que elas foram eleitas como o presente que demos aos padrinhos (numa versão personalizada com o nome deles e nosso agradecimento bordados na barra de cada uma) no dia do casamento. Mas cuidado: também aqui é preciso não se deixar levar no impulso e comprar coisas que não vão servir depois.

Qualidade – Marido tem uma teoria ótima sobre toalhas ruins: “elas só servem para fazer a barba, porque quase fazem uma depilação quando passamos na pele”. É claro que ele está se referindo àquelas peças que até são bonitas, mas não são macias nem absorventes como uma boa toalha deve ser. Assim como com os lençóis, faça sempre o teste da mão para ver se sua pele aprova. Ah, deixe de fora aquelas toalhas tão finas que podemos ver do outro lado da trama. Elas são quase descartáveis! Ao mesmo tempo, algumas são tão felpudas que não são confortáveis no toque. Procure o equilíbrio.

Quantidade – Aqui encontramos o mesmo problema dos lençóis, mas é preciso lembrar que a rotatividade de uso de toalhas é geralmente maior que a de lençóis, já que a umidade geralmente às faz rumar para o cesto de roupa suja mais cedo. E também é preciso considerar que são pelo menos duas pessoas usando toalhas na casa, mas sempre é bom ter conjuntos de reserva para receber visitas.

Cores – Dependendo da qualidade da toalha, você pode escolher a cor que quiser, mas eu e uma amiga tivemos experiências ruins com lindas e chiquérrimas toalhas pretas: os fiapos que o produto solta fazem você querer voltar para debaixo do chuveiro. Resultado: nossas toalhas pretas só servem de decoração no banheiro social, só pra ficar bonito.

Conjuntos – Eu caí na bobagem de comprar uma toalha de rosto para cada toalha de corpo adquirida. Bastava uma para cada duas! Mas aí depende de como é o seu banheiro, se você vai querer ter toalhas de rosto individuais também, etc.

Preço – Para ter peças boas, você também vai ter que gastar um pouquinho mais, mas fique de olho nas benditas promoções e você vai adquirir produtos incríveis por preços bem mais cômodos. Aproveite também para comprar peças avulsas, que todo mundo precisa, e invista em cores básicas, mas que combinem com o estilo da sua casa.

Tamanho – Não tenha vergonha: na loja, abra a toalha, enrole-se com ela e veja se é suficiente para formar o “vestidinho”, se não fica curto, se não falta tecido para fechar na frente. Este é o tamanho mínimo! Quanto às maiores, o céu é o limite e aí você é que sabe, de acordo com seu gosto.

Um papo com uma amiga querida que vai casar e já está comprando coisinhas lindas para sua nova casa me fez perceber que muitas noivinhas modernas podem estar esquecendo de um detalhe fundamental na hora de planejar um casamento: o enxoval da casa! Sem ele, sua vida como casada já vai começar difícil e como ele demanda um orçamento relativamente alto, especialmente as que não têm um mega limite no cartão de crédito precisam se programar bem para fazer as compras necessárias sem sufoco – e sem esquecer da indispensável combinação entre beleza e qualidade.

A primeira coisa que precisa ser dita é que dificilmente você ganhará roupa de banho e de cama de presente. Não sei por que, mas quase ninguém gosta de presentear as novas famílias com peças de tecido, tão necessárias e caras para serem adquiridas pelos próprios noivos. Essa observação está se confirmando com todas as minhas amigas que se casaram nos últimos dois ou três anos. Eu mesma só ganhei lençóis de presente da minha mãe, as primeiras peças do meu enxoval, e três pares de toalhas no casamento.

Aliás, foi a partir do presente de mamis que eu e Marido alertamos para a necessidade de começar a ficar de olho nestes itens e passamos a gastar mais tempo na seção cama/mesa/banho de grandes magazines. Mas como decidir no meio de tanta variedade de preços, cores, padrões e tecidos diferentes?

Tamanho – Na minha experiência, aprendi que você precisa primeiro decidir o tamanho da sua cama (isso é indispensável para evitar comprar lençóis que sobram ou faltam no colchão!) antes de começar a adquirir as peças. E sempre é bom lembrar: quanto maior a cama, mais cara é a roupa. Os tamanhos, em geral, variam entre Casal (1,88mx1,38m), Queen (1,98mx1,58m) e King  (1,93mx 2,03m), mas há algumas com medidas intermediárias, que eu já vi, e dificultam ainda mais a compra dos lençóis. Fique de olho nestas medidas e não esqueça da altura do colhão pra não ter lençóis “coronhas”!

Tecido – Além disso, não compre gato por lebre nem ache que o barato e bonito é a solução de todos os problemas: lençol ruim é um tormento e quase nunca resiste ao tempo. O barato acaba saindo caro. Por isso, pesquise e experimente a textura de diferentes padrões e combinações. Eu fiz a opção de comprar tudo 100% algodão, evitando tecidos com fibras sintéticas. E ainda tem a maravilha da contagem dos fios: quanto mais fios um tecido tiver, mais macio ele será porque significa que o fio é tão fininho que forma uma trama mais delicada. Eu só levava pra casa o que tivesse mais do que 150 fios (acho que eles medem por centímetro).

Quantidade – Aí começa o drama dos números: quantos comprar? Bom, isso varia muito, mas fique atenta para ter, além de conjuntos, peças avulsas que podem formar combinações harmônicas com os kits que já vêm prontos. Lençóis de baixo com elástico são a oitava maravilha do mundo, não fique sem eles, que podem ter cores básicas, assim como fronhas extras. Sempre que for comprar uma peça nova, dê uma olhada antes no que já tem para ir montando um enxoval bonito e funcional.

Estampas e cores - Detalhe indispensável: não esqueça que o quarto não é só seu, mas de um rapaz também, e pode ser que ele não goste de tanto florido na própria cama (o que eu acho uma bobagem, mas é uma realidade). Por isso, é sempre bom mesclar conjuntos floridos com outros mais sóbrios, entre listras e lisos, fazendo composês que agradam a gregos e troianos. Já as cores precisam combinar com o ambiente como um todo, especialmente se as paredes do quarto têm cores marcantes ou se você quer uma decoração com um estilo específico. Pense nestes detalhes antes de trazer o conjunto para casa.

Preço – A última dica de hoje é relacionada a como economizar: os grandes magazines com seções especializadas vira e mexe fazem promoções que valem a pena. Você fica por ali namorando aquele conjunto e de repente, numa ida descompromissada ao shopping, descobre que ele está pela metade do preço – isso aconteceu comigo inúmeras vezes. Aliás, acho que só comprei em promoções!

Na próxima coluna, prometo mais dicas, desta vez sobre toalhas de banho, ok?

aline

Eu casaria de novo!

Sempre que eu vejo as fotos dos casamentos da semana no NoivasPB, me dá uma nostalgia danada da minha festa de casamento. Aí eu corro pra olhar as nossas próprias fotos e o tempo me transporta pra um lugar onde só resta o desejo de casar de novo com Marido – pra fazer uma pá de coisas iguaizinhas e outras tantas diferentes…

Aí resolvi dividir com vocês um pouco desta minha festa remontada (quem sabe numa boda nos próximos anos não tenho grana pra fazer tudo de novo?)…

  • Eu casaria na mesma Igreja, às mesmas 17h, com chuva caindo às mesmas 16h40, mas avisaria antes aos convidados para levarem guarda-chuvas bem grandes;
  • Eu contrataria um cerimonial;
  • Eu contrataria o mesmo bolo da Mirelle e os mesmos bem casados cobertos de chocolate que ela fez (só que pediria pra montarem uma caixinha com alguns pra noiva levar pra lua-de-mel);
  • Eu abraçaria todos os convidados de novo, mas convenceria eles a ficarem mais tempo comigo na festa, quando finalmente eu e Marido começássemos a dançar;
  • Eu deixaria Gabriel, nosso afilhado, na época com dois anos, ser pajem também;
  • Eu jogaria meu próprio buquê (ao invés de um dos buquês das damas) para as solteiras;
  • Eu pediria meu buquê mais amarelo;
  • Eu faria um vestido com menos pano, mas escolheria o mesmo modelo e a mesma sandália;
  • Eu cortaria o cabelo curto de novo na semana da festa;
  • Eu não esqueceria o discurso de agradecimento no bolso de marido;
  • Eu não deixaria crianças chegarem junto da máquina de bolinhas de sabão na hora da valsa;
  • Eu pediria menos flores na decoração;
  • Eu compraria mais espumante e pediria para guardarem uma garrafa para quando a noiva pedisse mais no final da festa;
  • Eu não me preocuparia em comer alguma coisa e aproveitaria mais os beijos e abraços dos amigos;
  • Eu sambaria mais com o repertório de Maria Juliana;
  • Eu reservaria mais tempo para papear com os amigos na hora de entregar os convites, especialmente aqueles que eu não terei oportunidade, tão cedo, de fazer uma visita;
  • Eu não compraria tantas caixetas de doce – metade do que pedem é suficiente;
  • Eu não filmaria – de novo!
  • Last, but not least: Eu casaria com mesmo homem.
aline

O buquê perfeito

   

O buquê dos sonhos, copiado no Orkut de uma amiga.

O buquê dos sonhos: copiado de uma amiga!

 

 Eu falei tanto do meu buquê no post passado que precisava falar dele especificamente e, por isso, até me segurei pra não colocar a foto do original pra vocês compararem com o resultado final. É que é preciso que se registre: o buquê é um detalhe até mais importante que o vestido da noiva. O buquê errado pode botar a perder uma produção perfeita – mas um buquê bem eleito pode diminuir a tragédia de um vestido feio. Mas o que eu quero dizer mesmo (mesmo!) é que ele tem que ter a sua cara. E ponto!   

No meu caso, foi uma das coisas mais difíceis de resolver – empatado com o salão onde passaria do Dia de Noiva (que merece mais um post específico). A pessoa responsável pela minha decoração incluiu no valor acordado o meu buquê e os das três demoiselles. O problema é que ela incluiu o buquê que ELA queria (e costumava) fazer, não o MEU buquê. Perceberam? Quem é leitor/a desta coluna sabe: eu fui uma noiva meio chata, que queria apenas algumas coisas de um jeito bem específico e se deparou com vários profissionais que não respeitam a vontade do cliente. Com isso, queriam me enfiar goela abaixo um tradicional e redondo buquê de rosas. O que me restava era escolher a cor, vejam só.   

Acontece que a última coisa que eu queria no meu casamento era um buquê de rosas tradicional. Acho lindo, mas não tem nada a ver comigo. Eu queria uma flor mais silvestre. Quer dizer, na verdade houve um tempo em que eu quis lisiantus, mas me convenci de que sairia muito caro. Por isso, voltei à idéia original das gérberas amarelas.   

O sonho realizado: cópia praticamente perfeita!

O sonho realizado: cópia quase perfeita! (A luz deixa a cor diferente.)

 

Eu juro que tentei convencer minha decoradora, mas ela não aceitou (!) minhas idéias, o que me fez ligar pra o escritório um dia e deixa recado com a secretária: “avise que tire meus buquês e as lapelas do meu contrato!”. E saí em busca de quem realizaria meu desejo sem frescuras.  Depois de muita pesquisa, sentei num fim de tarde frente a frente com Wendell e ele me deu um sorriso tranqüilizador. Teria o buquê igualzinho ao da minha amiga (fruto da tão sofrida busca na internet), com gérberas e tango.   

Outro problema foi definir o buquê das minhas demoiselles, já que tinha deixado por conta delas escolher a cor do vestido e elas escolheram o mais difícil de todos: um tecido verde em degradê lindo e que só combinaria com flores brancas. Acabaram ganhando pequenos buquês de botões de rosa mesmo, rodeados de tango também, que ficaram lindinhos – elas adoraram como se fossem menininhas de seis anos!   

A única coisa que não saiu como nos planos foram as lapelas, já que Wendell não usou a flor que combinamos (que não lembro qual era), substituindo por… botões de rosa, a única opção que eu excluí totalmente. Mas, enfim, já estava pronta para entrar na Igreja quando percebi e, quem leu este post, sabe que eu não deixei que nada estragasse o brilho do meu grande dia.   

No final das contas, sempre que olho para as fotos do casamento, sinto o alívio de ter pesquisado tanto e trocado de profissional em cima da hora por alguém que entendeu meus desejos e que acertou 80%. Nota 8,0 é um bom resultado! Mas é sempre importante ficar atentos para ninguém (lá venho eu dizendo isso de novo) decidir por vocês. Afinal de contas, quem é mesmo que vai se casar?

Tubinhos de brigadeiro: achei no Blog do Casamento.

A internet é mesmo uma maravilha quando o assunto é facilitar a vida da gente, especialmente quando precisamos nos decidir por uma coisa que estamos fazendo pela primeira vez na vida – casar, por exemplo… Eu usei pra caramba esta ferramenta, tenho visto muitos profissionais com quem tenho conversado confirmando seu valor e garanto: tendo um bom olho e visão crítica, você pode achar pérolas para ajudar a definir como você quer a sua festa.

E nem precisa levar pra muito longe a referência: eu mesma olhei duzentos e trinta e cinco mil, oitocentos e quarenta e três buquês diferentes na internet (descontem o exagero, mas noiva, sabe como é…) em busca de um que fosse diferente, bucólico e que, sei lá, tivesse a minha cara. Gente, eu achei coisas lindíssimas, mas nada era O buquê – ou caberia no meu orçamento. Até que achei no perfil do Orkut de uma amiga a solução dos meus problemas: pedi autorização para fazer meu buquê igualzinho ao dela, que achou mega divertido e liberou. Imprimi a foto, levei o link para meu florista e o resultado foi um buquê perfeitinho – só depois eu pensei que poderia ter usado amarelo ao invés da cor original, mas aí é culpa dos humores da noiva.

Percebam: eu não fui ao casamento, vi as fotos apenas pela internet e me apaixonei. Santa internet! Por isso, resolvi compartilhar algumas das minhas garimpagens por aí com vocês, queridas leitoras e queridos leitores (tem algum rapazinho aí?).

Advinha por onde eu começo? Claro que pelo NoivasPB, não apenas por ser a casa desta coluna que eu adoro escrever, nem por ser minha segunda ocupação profissional no momento, mas exatamente porque estas duas coisas estão relacionadas com o fato de que é muito bacana ter um espaço como o NoivasPB na vida de uma noiva. Lá, eu pedi orçamentos, usei e abusei da Agenda da Noiva, que me alertou para alguns detalhes que quase esqueci, já que não tinha grana para contratar o maravilhoso serviço de uma assessoria profissional. Entre os profissionais parceiros que contratei estão a cantora Maria Juliana, o bolo e os bem casados do Atelier M&M, o buquê de Wendell e as fotos de Rizemberg Felipe e Francisco França. O site foi uma mão na roda!

Mas tem mais…

Juntando os dicionários: A noiva mais mal humorada e engraçada que já vi, reclama de quase tudo, como quase toda noiva faz, mas conta suas desventuras e alegrias de uma forma muito divertida.

Meu dia branco: Cheio de informações que ela colhe pela internet e divide com as amigas blogueiras e noivas.

Eu nasci pra casar: Uma noivinha que teve direito a um casamento completíssimo e conta todos os detalhes no seu blog, cheio de fotos lindas da festa e da cerimônia. Vale por várias dicas que toda noiva precisa receber, especialmente em relação aos cuidados que é preciso ter quando for escolher e contratar fornecedores.

Pepper Wedding: fiquei muito curiosa quando vi este título, mas descobri que é uma referência ao nome da dona, Janete Pimenta, que é design de eventos e trabalha muito com casamentos. Além da garimpagem de fotos e do visual lindo do blog, merece visita porque tem uma “trilha sonora” que dá gosto, cheia de músicas românticas estilosas.

Blog do Casamento: Tem tanta coisa legal e bonita e diversificada no blog escrito por uma moça de Curitiba que não se identifica, que nem sei exatamente porque eu indico a visita. Mas ela dá sugestões para desde os preparativos do chá de panela até a vida de casada, com muitas, muitas fotos bonitas que ela sai garimpando por aí.

Continuando a coluna anterior...

Com essas decisões na cabeça, consulte imobiliárias e seja claro sobre o que você quer. Ver os classificados também é bom, Marido encontrou nosso apartamento vendo o jornal do dia anterior e dando uma sorte danada. Esteja preparado para muitas visitas a imóveis que não vão ter nada a ver com que você sonha, para corretores/as que não entendem (ou fingem que não entendem!) o que você procura, para imóveis perfeitos e caros demais, para imóveis perfeitos numa área péssima, e para mais um monte de coisas que vão aparecer. Nós chegamos a entrar em um apartamento onde a suíte era tão pequena que não cabia uma cama de casal e um roupeiro ao mesmo tempo – ou você não conseguiria passar da porta do quarto à porta do banheiro…

Quando a paciência estiver começando a ir pro beleleu, invoque a espiritualidade que você tem para se manter firme no seu propósito. Porque é assim mesmo: quando você encontrar A SUA casa, você saberá que é ela. Com a gente foi assim: Marido encontrou o apartamento nos classificados na manhã de uma segunda-feira, ligou para a imobiliária, marcou a visita, foi até o local, se apaixonou, ligou pra mim, combinou que eu iria lá à noite, me levou lá e… quando entrei pelo portão e vi o jardim do pequeno prédio de apenas quatro apartamentos e com cara de sobrado, tive a certeza de que finalmente o milagre havia acontecido. Ao entrar no apartamento, mesmo com as paredes sujas e com cores estranhas, confirmei a impressão ao perceber o potencial da casinha, fizemos uma proposta e já saímos de lá nos sentindo novos donos de uma casa própria. E foi como se nada que acontecera antes tivesse existido.

Outra chatice que você deve estar preparado é o financiamento da Caixa Econômica, que, como toda maravilha moderna, tem seu preço. No caso, ainda mais paciência para levar muitos documentos, levar outros, depois os primeiros que terão vencido por conta da demora na análise e outros mais. Suspeito que gastei uma resma de papel neste processo. Mas reze de novo, peça a Deus para não explodir de ódio ou matar alguém que trabalhe no banco ou para não desistir.

Sobreviva a esta procura sem prazo para terminar, às chatices inerentes a não encontrar fácil o que se quer e às frustrações normais e esperadas do processo e você verá que tudo valeu a pena. Já tem quase dois anos que o apartamento 2020 do Residencial Santo André é nosso, mas tem dias em que, ao chegar em casa, ainda sinto uma alegria imensa de voltar para o meu lar. Um lugar que é meu, que se tudo mais der errado, ainda teremos onde viver, e onde posso brincar de casinha sem preocupações: nossa casinha é tem a cara da gente (minha e de Marido também!). E essa alegria não tem preço que pague! É pra vida toda…

A minha história com Marido é complexa: começou, terminou, virou amizade, afastamento e depois de muitos anos recomeçou e virou namoro, mas o pedido mesmo de casamento aconteceu só depois que a gente já tinha decidido casar. Enfim, coisa complicada mesmo. Mas no meio disso tudo, a gente passou mais tempo (foram quase dois anos!) procurando um lugar pra chamar de nosso lar do que planejando o casamento em si. E por isso eu deixo a dica: aceitou o grande pedido? Desejou viver a vida toda ao lado do seu grande amor? Então lembre-se: quem casa quer casa. E essa deve ser a primeira preocupação de quem vai subir ao altar.

O processo, geralmente, é bem chato, mas necessário. E sempre tem um pote de ouro no fim do arco íris. Afinal, viver na própria casinha é uma alegria que não tem descrição. Mas um bom começo é saber quanto você vai poder gastar, incluindo aí as rendas e seus limites de comprometimento, as poupanças (às vezes entra aqui também alguma reserva dos pais, que ficam felizes em contribuir com o sonho dos filhos quando têm essa condição) e as opções de crédito no mercado. Ah, se você tem FGTS também é uma boa forma de gastar aquela poupancinha forçada. Sem ter essa noção, o mais real possível, de quanto você vai poder gastar, é bem fácil que você entre em barcas furadas ou se apaixone por aquele imóvel que não pode pagar – o que é significa frustração na certa!

Depois você precisa escolher a região onde quer morar, considerando os prós e os contras de sua decisão. Dependendo do bairro, com a mesma grana você pode comprar um imóvel melhor, mas morar distante do seu trabalho, o que vai implicar em mais despesas com transporte e tempo de deslocamento – ou vice versa. Ou você pode morar num lugar super bem servido (padaria, farmácia, banco, posto de gasolina, banca de revista, salão de beleza, etc…), mas num apê beeem pequeno. Enfim, é preciso pesquisar a média de valor dos imóveis da região onde você pretende morar – o que também precisa considerar a proximidade da casa dos pais ou sogros.

Fique de olho também no transporte público que atende o local. Mesmo que você nunca tenha andado de ônibus na vida, ninguém nunca está livre de amanhecer o dia com o carro quebrado. E ainda tem a possibilidade de você receber empregados ou amigos que dependem deste transporte, pense nisso. Da mesma forma avalie serviços como iluminação pública e saneamento, o que inclui esgoto, pavimentação e drenagem eficiente da água da chuva.

Ah, tem que escolher também o defeito com que você vai conviver. Não abre mão de guarita funcionando 24 horas e área de lazer? Prepara-se para um condomínio mais caro. Não quer se comprometer com essa taxa? Então abra mão de alguns luxos. Por mais grana que você tenha disponível, sempre haverá um defeito com que você vai precisar conviver.

Leia mais na próxima coluna…

A tarde de chuva mais linda da minha vida.

Eu preciso contar esta história pra vocês: marcaram outro casamento no mesmo dia, horário e igreja que o meu. TENSÃO! É, eu sei, e foi mesmo. Descobrimos a “novidade” em tempo porque somos muito adiantados e, atendendo à ansiedade de Marido, fomos levar a documentação para a Igreja com uns dez dias de antecedência. Ao chegar na Igreja, advinha?, a secretária veio com uma conversa mole de que houve um problema. E começou a contar: um outro casal tinha marcado seu casamento para três semanas antes do nosso, mas como não conseguiu fechar a mesma data com o salão de festa, voltou lá pra pedir o adiamento. A tonta da secretária, ao invés de olhar logo se a data estava disponível, escreveu na data antiga “transferir para dia tal”. E assim se fez a confusão.

Tirei uma paciência e um desejo de conciliação do fundo do meu baú de emoções, saquei meu celular e pedi o número da outra noiva para tentarmos uma solução, já que matar a bendita secretária me faria casar na prisão. Foi o noivo que atendeu, primeiro, do outro lado e, muitíssimo abusado, disse que o problema era meu. Hum-rum! Meu? “Deixa eu falar com sua noiva, por favor?” Ok, a mocinha não foi nem um pouco menos abusada. “Vou ocupar a Igreja de tal hora a tal hora, já distribuí meus convites e não abro mão, você que dê um jeito”. Ok. Eu mereço…

Já não bastava a anta da secretária, agora eu tinha um casal de noivos que achava que eram donos do mundo com quem duelar pela data mais importante de nossas vidas. Ok. Terminei a ligação com um “vou conversar com o padre pra ele resolver”, que recebeu como resposta “vá, eu quero mesmo ver o que ele vai dizer”. Desliguei, cai sentada na cadeira e desatei no choro. Marido, à beira de um homicídio, respira fundo e me convoca: vamos conversar com o padre.

Bom, o padre achou que nossa proposta era sensata: um casamento começaria meia hora antes e o outro meia hora depois. Uma hora para cada noiva e estava resolvido o problema. Pensa que o casal enxaqueca topou? Nada. Só com a “chamada” do padre os dois aceitaram a única solução viável.

Mas aí começou a briga pela decoração. Duas seria inviável. Mas a deles (reparem, de cara eu e Marido abrimos mão da decoração que nós tínhamos escolhido!) custava, só na Igreja, 30% mais caro que todas as nossas flores, somando cerimônia e festa. Depois de muuuuito moído e milhares de telefonemas, eles aceitaram receber o que nós pagaríamos pela nossa decoração (20% do valor que eles tinham nos cobrado!). E seja o que Deus quiser…

Tirando o estresse de não ter ideia de como seria a decoração da Igreja no dia do meu casamento e ter que chegar meia hora mais cedo quando o horário original era 17h30, meus convidados foram avisados de boca da mudança e um dilúvio caiu sobre a cidade às 16h40. Mesmo assim, acho que vivi meu casamento com a tranqüilidade de uma lady. Foi o fim de tarde chuvosa mais lindo da minha vida – e as fotos estão aí pra provar. Nada era capaz de me abalar naquela alegria tamanho infinito, nada poderia murchar minhas flores internas. Nem mesmo o trabalho da minha irmã, que a prendeu duas horas a mais do que o previsto sendo que ela seria minha companhia no salão – era pra me acalmar, mas a coitada chegou à beira de um ataque de nervos e fui eu quem disse “caaalma”.

A moral da história? Queridos noivos e queridas noivas que lêem este blog, não deixem que miudeza atrapalhe um momento tão decisivo na vida de vocês dois. Coloquem o foco na coisa mais importante, que é a decisão de dividirem uma vida inteira e formarem uma família, de serem um do outro pra sempre. E não deixem mal humor, flores murchas ou chuvas inesperadas tirarem o brilho desse dia. Só uma coisa não pode faltar: amor. O resto é mero detalhe…

aline

O dia da mudança

Se tem um momento muito importante da vida de uma noiva e que ninguém se prepara para ele é o dia de arrumar as malas e a mudança para a casa nova. Há alguns dias, novidades na vida de um casal muito querido me fez lembrar deste momento: eles casam daqui a alguns meses, mas moram em cidades diferentes, o que deve mudar agora que ele passou para a residência na universidade da noiva. E aí agora começa a série de “viagens” com a mudança para que a saída da casa da mãe para a nova morada não seja tão drástica. Não tem jeito, até o noivo sente este momento.

Quando decidi casar com Marido, já tinha planos de morar sozinha – na verdade, eles eram anteriores ao namoro. Toda a grana que estava guardada na poupança tinha um destino certo: casa própria. Só que a casa de solteira se transformou no sonho de casal e acabei adiando a mudança até os dias anteriores ao grande dia.

Numa noite sem compromissos, garimpei uma caixa na garagem e comecei a separar um grupo de roupas que já poderiam ir se alojar no lado esquerdo do armário do então futuro quarto de casada. Tirar as peças do velho armário de solteira, a princípio, nem doeu tanto. Mas fechar a caixa, descer sozinha e colocá-la dentro do carro me colocou num lugar estranho, de sentimentos contraditórios: era uma felicidade, misturada com realização, mas também com saudade. Saudade da parede azul e das largas janelas que me deixavam dormir à luz da lua. Saudade dos barulhos da casa que nunca me deixava dormir. Saudade das mesmas vozes de sempre. De tudo que há tantos anos estava no mesmo lugar – e para onde eu sempre voltava.

Levei a caixa para o apartamento onde Marido já morava e que, aos poucos, ia se transformando na minha casa, no meu lugar, mas que eu insistia em estranhar. Afinal, aquele parecia ser o primeiro passo de uma vida dividida com ele, que não começou na entrada da igreja, ao som de “Sou você”, mas no dia em que percebemos que precisávamos viver juntos – essa é a sensação, de algo impossível de não acontecer, de ser algo tão natural que antinatural é não realizá-lo.

Começar a se preparar para este momento que tem, sim, um pouco de luto ajuda a evitar maiores danos. Evite, por exemplo, levar tudo na bagagem de uma vez só, se você puder. Leve suas coisas para a casa nova aos poucos, o que ajuda sua família e você mesmo/a a se acostumar de forma leve com o novo endereço. Grandes caixas ou malas? Evite colocá-las no carro na presença das mães – elas sempre sofrem muito com isso e podem ampliar a dor natural deste momento.

Aproveite para fazer uma grande faxina, organizando as coisas antes de levá-las. Isso ajuda a não levar entulho para a casa nova e facilita a entrada neste momento de mudanças tão profundas. Vai ter coisa que você vai preferir deixar na casa de seus pais – deixe mesmo, algumas bem guardadas e outra assim, displicentemente, deixadas à vista para que também eles se acostumem devagar com sua cama vazia. Faça da mudança um processo e não uma medida radical – todo mundo ganha com isso. E você ainda terá melhores condições de ir arrumando aos pouquinhos a casa do casal.

Se a tristeza bater, chore. E tenha paciência que ela passa. Afinal, tem uma vida de alegrias à sua frente, pronta para ser explorada. E, nos casos perfeitos, sua cama continuará lá no seu velho quarto por algum tempo, à espera do seu olhar de confirmação – sim, aquele sempre será (também) o seu lar.

Uma das coisas que me deixa mais triste quando vejo é um casal que decidiu casar na Igreja só para cumprir uma tradição e não ficar sem aquelas fotos lindas que os templos permitem no seu álbum. Repito: é muito triste ver pessoas que decidem receber um sacramento e não se importam com seu significado. E mais ainda, acho o fim da picada decidir se casar em uma Igreja da qual você não se sente parte – porque eu aprendi que a Igreja somos todos nós.

Lembro de um casal amigo que, diante das burocracias impostas pela Igreja Católica para realizar o matrimônio, desabafou comigo nestes termos: “essa tua Igreja, viu… sei não…”. Ok, então se essa Igreja a que a duplinha se referia é a MINHA Igreja, não é SUA, por que casar nela? Por que enfrentar essas burocracias que muitos nem entendem a razão se o casal não se sente parte daquela fé? Além de triste, eu fico revoltada com essas coisas.

Isso se reflete na escolha do templo. Pouca gente escolhe o templo porque ele é um lugar especial em sua vida. O casal vai à missa ou culto naquele lugar? Viveu algum tempo de sua infância ou adolescência por lá? Sua família tem alguma relação com o local? Em boa parte dos casos, a resposta é “porque é bonita”. Ninguém se sente parte disso tudo, mas quer realizar seu casamento nesta Igreja com a qual não tem nenhuma identidade. Acho isso tudo tão esquisito…

A pior parte é quando os noivos estão mais interessados nos detalhes da festa do que na celebração, que é a parte mais importante de um casamento. Sem ela, não há razão para festa. Quer dizer, para quem resolve casar na Igreja, claro. Assim como quem decide casar apenas no civil, é o momento no fórum que faz as pessoas terem motivos pra comemorar, quem casa na Igreja deveria curtir e muito o momento em que faz as promessas solenes, que troca as alianças, que recebe a benção. É um momento tão lindo que até hoje meus olhos marejam quando lembro do meu.

Para quem não está nem aí para a benção de Deus, que não entende o significado da palavra matrimônio como um sacramento, recomendo repensar seriamente se vai casar na Igreja. Afinal, a cerimônia é uma profissão de fé e de promessas que, se você não liga pro que Deus pensa, não fazem sentido. Pare de lotar as igrejas de flores e convidados morrendo de calor e leve tudo para o salão da festa climatizado, que é onde está o seu foco. E deixe de hipocrisia, que é isso que ainda vai acabar com o mundo!

Se esse não é seu caso, no entanto, prepare tudo com cuidado e carinho, perceba a presença de Deus em cada momento da celebração, sinta como Ele torna vocês dois realmente uma só pessoa, acredite no “até o fim de nossas vidas” e depois do beijo, vá pra festa comemorar esta benção tamanho gigante. E viva a alegria que sua fé lhe permite!

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