Tubinhos de brigadeiro: achei no Blog do Casamento.

A internet é mesmo uma maravilha quando o assunto é facilitar a vida da gente, especialmente quando precisamos nos decidir por uma coisa que estamos fazendo pela primeira vez na vida – casar, por exemplo… Eu usei pra caramba esta ferramenta, tenho visto muitos profissionais com quem tenho conversado confirmando seu valor e garanto: tendo um bom olho e visão crítica, você pode achar pérolas para ajudar a definir como você quer a sua festa.

E nem precisa levar pra muito longe a referência: eu mesma olhei duzentos e trinta e cinco mil, oitocentos e quarenta e três buquês diferentes na internet (descontem o exagero, mas noiva, sabe como é…) em busca de um que fosse diferente, bucólico e que, sei lá, tivesse a minha cara. Gente, eu achei coisas lindíssimas, mas nada era O buquê – ou caberia no meu orçamento. Até que achei no perfil do Orkut de uma amiga a solução dos meus problemas: pedi autorização para fazer meu buquê igualzinho ao dela, que achou mega divertido e liberou. Imprimi a foto, levei o link para meu florista e o resultado foi um buquê perfeitinho – só depois eu pensei que poderia ter usado amarelo ao invés da cor original, mas aí é culpa dos humores da noiva.

Percebam: eu não fui ao casamento, vi as fotos apenas pela internet e me apaixonei. Santa internet! Por isso, resolvi compartilhar algumas das minhas garimpagens por aí com vocês, queridas leitoras e queridos leitores (tem algum rapazinho aí?).

Advinha por onde eu começo? Claro que pelo NoivasPB, não apenas por ser a casa desta coluna que eu adoro escrever, nem por ser minha segunda ocupação profissional no momento, mas exatamente porque estas duas coisas estão relacionadas com o fato de que é muito bacana ter um espaço como o NoivasPB na vida de uma noiva. Lá, eu pedi orçamentos, usei e abusei da Agenda da Noiva, que me alertou para alguns detalhes que quase esqueci, já que não tinha grana para contratar o maravilhoso serviço de uma assessoria profissional. Entre os profissionais parceiros que contratei estão a cantora Maria Juliana, o bolo e os bem casados do Atelier M&M, o buquê de Wendell e as fotos de Rizemberg Felipe e Francisco França. O site foi uma mão na roda!

Mas tem mais…

Juntando os dicionários: A noiva mais mal humorada e engraçada que já vi, reclama de quase tudo, como quase toda noiva faz, mas conta suas desventuras e alegrias de uma forma muito divertida.

Meu dia branco: Cheio de informações que ela colhe pela internet e divide com as amigas blogueiras e noivas.

Eu nasci pra casar: Uma noivinha que teve direito a um casamento completíssimo e conta todos os detalhes no seu blog, cheio de fotos lindas da festa e da cerimônia. Vale por várias dicas que toda noiva precisa receber, especialmente em relação aos cuidados que é preciso ter quando for escolher e contratar fornecedores.

Pepper Wedding: fiquei muito curiosa quando vi este título, mas descobri que é uma referência ao nome da dona, Janete Pimenta, que é design de eventos e trabalha muito com casamentos. Além da garimpagem de fotos e do visual lindo do blog, merece visita porque tem uma “trilha sonora” que dá gosto, cheia de músicas românticas estilosas.

Blog do Casamento: Tem tanta coisa legal e bonita e diversificada no blog escrito por uma moça de Curitiba que não se identifica, que nem sei exatamente porque eu indico a visita. Mas ela dá sugestões para desde os preparativos do chá de panela até a vida de casada, com muitas, muitas fotos bonitas que ela sai garimpando por aí.

Continuando a coluna anterior...

Com essas decisões na cabeça, consulte imobiliárias e seja claro sobre o que você quer. Ver os classificados também é bom, Marido encontrou nosso apartamento vendo o jornal do dia anterior e dando uma sorte danada. Esteja preparado para muitas visitas a imóveis que não vão ter nada a ver com que você sonha, para corretores/as que não entendem (ou fingem que não entendem!) o que você procura, para imóveis perfeitos e caros demais, para imóveis perfeitos numa área péssima, e para mais um monte de coisas que vão aparecer. Nós chegamos a entrar em um apartamento onde a suíte era tão pequena que não cabia uma cama de casal e um roupeiro ao mesmo tempo – ou você não conseguiria passar da porta do quarto à porta do banheiro…

Quando a paciência estiver começando a ir pro beleleu, invoque a espiritualidade que você tem para se manter firme no seu propósito. Porque é assim mesmo: quando você encontrar A SUA casa, você saberá que é ela. Com a gente foi assim: Marido encontrou o apartamento nos classificados na manhã de uma segunda-feira, ligou para a imobiliária, marcou a visita, foi até o local, se apaixonou, ligou pra mim, combinou que eu iria lá à noite, me levou lá e… quando entrei pelo portão e vi o jardim do pequeno prédio de apenas quatro apartamentos e com cara de sobrado, tive a certeza de que finalmente o milagre havia acontecido. Ao entrar no apartamento, mesmo com as paredes sujas e com cores estranhas, confirmei a impressão ao perceber o potencial da casinha, fizemos uma proposta e já saímos de lá nos sentindo novos donos de uma casa própria. E foi como se nada que acontecera antes tivesse existido.

Outra chatice que você deve estar preparado é o financiamento da Caixa Econômica, que, como toda maravilha moderna, tem seu preço. No caso, ainda mais paciência para levar muitos documentos, levar outros, depois os primeiros que terão vencido por conta da demora na análise e outros mais. Suspeito que gastei uma resma de papel neste processo. Mas reze de novo, peça a Deus para não explodir de ódio ou matar alguém que trabalhe no banco ou para não desistir.

Sobreviva a esta procura sem prazo para terminar, às chatices inerentes a não encontrar fácil o que se quer e às frustrações normais e esperadas do processo e você verá que tudo valeu a pena. Já tem quase dois anos que o apartamento 2020 do Residencial Santo André é nosso, mas tem dias em que, ao chegar em casa, ainda sinto uma alegria imensa de voltar para o meu lar. Um lugar que é meu, que se tudo mais der errado, ainda teremos onde viver, e onde posso brincar de casinha sem preocupações: nossa casinha é tem a cara da gente (minha e de Marido também!). E essa alegria não tem preço que pague! É pra vida toda…

A minha história com Marido é complexa: começou, terminou, virou amizade, afastamento e depois de muitos anos recomeçou e virou namoro, mas o pedido mesmo de casamento aconteceu só depois que a gente já tinha decidido casar. Enfim, coisa complicada mesmo. Mas no meio disso tudo, a gente passou mais tempo (foram quase dois anos!) procurando um lugar pra chamar de nosso lar do que planejando o casamento em si. E por isso eu deixo a dica: aceitou o grande pedido? Desejou viver a vida toda ao lado do seu grande amor? Então lembre-se: quem casa quer casa. E essa deve ser a primeira preocupação de quem vai subir ao altar.

O processo, geralmente, é bem chato, mas necessário. E sempre tem um pote de ouro no fim do arco íris. Afinal, viver na própria casinha é uma alegria que não tem descrição. Mas um bom começo é saber quanto você vai poder gastar, incluindo aí as rendas e seus limites de comprometimento, as poupanças (às vezes entra aqui também alguma reserva dos pais, que ficam felizes em contribuir com o sonho dos filhos quando têm essa condição) e as opções de crédito no mercado. Ah, se você tem FGTS também é uma boa forma de gastar aquela poupancinha forçada. Sem ter essa noção, o mais real possível, de quanto você vai poder gastar, é bem fácil que você entre em barcas furadas ou se apaixone por aquele imóvel que não pode pagar – o que é significa frustração na certa!

Depois você precisa escolher a região onde quer morar, considerando os prós e os contras de sua decisão. Dependendo do bairro, com a mesma grana você pode comprar um imóvel melhor, mas morar distante do seu trabalho, o que vai implicar em mais despesas com transporte e tempo de deslocamento – ou vice versa. Ou você pode morar num lugar super bem servido (padaria, farmácia, banco, posto de gasolina, banca de revista, salão de beleza, etc…), mas num apê beeem pequeno. Enfim, é preciso pesquisar a média de valor dos imóveis da região onde você pretende morar – o que também precisa considerar a proximidade da casa dos pais ou sogros.

Fique de olho também no transporte público que atende o local. Mesmo que você nunca tenha andado de ônibus na vida, ninguém nunca está livre de amanhecer o dia com o carro quebrado. E ainda tem a possibilidade de você receber empregados ou amigos que dependem deste transporte, pense nisso. Da mesma forma avalie serviços como iluminação pública e saneamento, o que inclui esgoto, pavimentação e drenagem eficiente da água da chuva.

Ah, tem que escolher também o defeito com que você vai conviver. Não abre mão de guarita funcionando 24 horas e área de lazer? Prepara-se para um condomínio mais caro. Não quer se comprometer com essa taxa? Então abra mão de alguns luxos. Por mais grana que você tenha disponível, sempre haverá um defeito com que você vai precisar conviver.

Leia mais na próxima coluna…

A tarde de chuva mais linda da minha vida.

Eu preciso contar esta história pra vocês: marcaram outro casamento no mesmo dia, horário e igreja que o meu. TENSÃO! É, eu sei, e foi mesmo. Descobrimos a “novidade” em tempo porque somos muito adiantados e, atendendo à ansiedade de Marido, fomos levar a documentação para a Igreja com uns dez dias de antecedência. Ao chegar na Igreja, advinha?, a secretária veio com uma conversa mole de que houve um problema. E começou a contar: um outro casal tinha marcado seu casamento para três semanas antes do nosso, mas como não conseguiu fechar a mesma data com o salão de festa, voltou lá pra pedir o adiamento. A tonta da secretária, ao invés de olhar logo se a data estava disponível, escreveu na data antiga “transferir para dia tal”. E assim se fez a confusão.

Tirei uma paciência e um desejo de conciliação do fundo do meu baú de emoções, saquei meu celular e pedi o número da outra noiva para tentarmos uma solução, já que matar a bendita secretária me faria casar na prisão. Foi o noivo que atendeu, primeiro, do outro lado e, muitíssimo abusado, disse que o problema era meu. Hum-rum! Meu? “Deixa eu falar com sua noiva, por favor?” Ok, a mocinha não foi nem um pouco menos abusada. “Vou ocupar a Igreja de tal hora a tal hora, já distribuí meus convites e não abro mão, você que dê um jeito”. Ok. Eu mereço…

Já não bastava a anta da secretária, agora eu tinha um casal de noivos que achava que eram donos do mundo com quem duelar pela data mais importante de nossas vidas. Ok. Terminei a ligação com um “vou conversar com o padre pra ele resolver”, que recebeu como resposta “vá, eu quero mesmo ver o que ele vai dizer”. Desliguei, cai sentada na cadeira e desatei no choro. Marido, à beira de um homicídio, respira fundo e me convoca: vamos conversar com o padre.

Bom, o padre achou que nossa proposta era sensata: um casamento começaria meia hora antes e o outro meia hora depois. Uma hora para cada noiva e estava resolvido o problema. Pensa que o casal enxaqueca topou? Nada. Só com a “chamada” do padre os dois aceitaram a única solução viável.

Mas aí começou a briga pela decoração. Duas seria inviável. Mas a deles (reparem, de cara eu e Marido abrimos mão da decoração que nós tínhamos escolhido!) custava, só na Igreja, 30% mais caro que todas as nossas flores, somando cerimônia e festa. Depois de muuuuito moído e milhares de telefonemas, eles aceitaram receber o que nós pagaríamos pela nossa decoração (20% do valor que eles tinham nos cobrado!). E seja o que Deus quiser…

Tirando o estresse de não ter ideia de como seria a decoração da Igreja no dia do meu casamento e ter que chegar meia hora mais cedo quando o horário original era 17h30, meus convidados foram avisados de boca da mudança e um dilúvio caiu sobre a cidade às 16h40. Mesmo assim, acho que vivi meu casamento com a tranqüilidade de uma lady. Foi o fim de tarde chuvosa mais lindo da minha vida – e as fotos estão aí pra provar. Nada era capaz de me abalar naquela alegria tamanho infinito, nada poderia murchar minhas flores internas. Nem mesmo o trabalho da minha irmã, que a prendeu duas horas a mais do que o previsto sendo que ela seria minha companhia no salão – era pra me acalmar, mas a coitada chegou à beira de um ataque de nervos e fui eu quem disse “caaalma”.

A moral da história? Queridos noivos e queridas noivas que lêem este blog, não deixem que miudeza atrapalhe um momento tão decisivo na vida de vocês dois. Coloquem o foco na coisa mais importante, que é a decisão de dividirem uma vida inteira e formarem uma família, de serem um do outro pra sempre. E não deixem mal humor, flores murchas ou chuvas inesperadas tirarem o brilho desse dia. Só uma coisa não pode faltar: amor. O resto é mero detalhe…

aline

O dia da mudança

Se tem um momento muito importante da vida de uma noiva e que ninguém se prepara para ele é o dia de arrumar as malas e a mudança para a casa nova. Há alguns dias, novidades na vida de um casal muito querido me fez lembrar deste momento: eles casam daqui a alguns meses, mas moram em cidades diferentes, o que deve mudar agora que ele passou para a residência na universidade da noiva. E aí agora começa a série de “viagens” com a mudança para que a saída da casa da mãe para a nova morada não seja tão drástica. Não tem jeito, até o noivo sente este momento.

Quando decidi casar com Marido, já tinha planos de morar sozinha – na verdade, eles eram anteriores ao namoro. Toda a grana que estava guardada na poupança tinha um destino certo: casa própria. Só que a casa de solteira se transformou no sonho de casal e acabei adiando a mudança até os dias anteriores ao grande dia.

Numa noite sem compromissos, garimpei uma caixa na garagem e comecei a separar um grupo de roupas que já poderiam ir se alojar no lado esquerdo do armário do então futuro quarto de casada. Tirar as peças do velho armário de solteira, a princípio, nem doeu tanto. Mas fechar a caixa, descer sozinha e colocá-la dentro do carro me colocou num lugar estranho, de sentimentos contraditórios: era uma felicidade, misturada com realização, mas também com saudade. Saudade da parede azul e das largas janelas que me deixavam dormir à luz da lua. Saudade dos barulhos da casa que nunca me deixava dormir. Saudade das mesmas vozes de sempre. De tudo que há tantos anos estava no mesmo lugar – e para onde eu sempre voltava.

Levei a caixa para o apartamento onde Marido já morava e que, aos poucos, ia se transformando na minha casa, no meu lugar, mas que eu insistia em estranhar. Afinal, aquele parecia ser o primeiro passo de uma vida dividida com ele, que não começou na entrada da igreja, ao som de “Sou você”, mas no dia em que percebemos que precisávamos viver juntos – essa é a sensação, de algo impossível de não acontecer, de ser algo tão natural que antinatural é não realizá-lo.

Começar a se preparar para este momento que tem, sim, um pouco de luto ajuda a evitar maiores danos. Evite, por exemplo, levar tudo na bagagem de uma vez só, se você puder. Leve suas coisas para a casa nova aos poucos, o que ajuda sua família e você mesmo/a a se acostumar de forma leve com o novo endereço. Grandes caixas ou malas? Evite colocá-las no carro na presença das mães – elas sempre sofrem muito com isso e podem ampliar a dor natural deste momento.

Aproveite para fazer uma grande faxina, organizando as coisas antes de levá-las. Isso ajuda a não levar entulho para a casa nova e facilita a entrada neste momento de mudanças tão profundas. Vai ter coisa que você vai preferir deixar na casa de seus pais – deixe mesmo, algumas bem guardadas e outra assim, displicentemente, deixadas à vista para que também eles se acostumem devagar com sua cama vazia. Faça da mudança um processo e não uma medida radical – todo mundo ganha com isso. E você ainda terá melhores condições de ir arrumando aos pouquinhos a casa do casal.

Se a tristeza bater, chore. E tenha paciência que ela passa. Afinal, tem uma vida de alegrias à sua frente, pronta para ser explorada. E, nos casos perfeitos, sua cama continuará lá no seu velho quarto por algum tempo, à espera do seu olhar de confirmação – sim, aquele sempre será (também) o seu lar.

Uma das coisas que me deixa mais triste quando vejo é um casal que decidiu casar na Igreja só para cumprir uma tradição e não ficar sem aquelas fotos lindas que os templos permitem no seu álbum. Repito: é muito triste ver pessoas que decidem receber um sacramento e não se importam com seu significado. E mais ainda, acho o fim da picada decidir se casar em uma Igreja da qual você não se sente parte – porque eu aprendi que a Igreja somos todos nós.

Lembro de um casal amigo que, diante das burocracias impostas pela Igreja Católica para realizar o matrimônio, desabafou comigo nestes termos: “essa tua Igreja, viu… sei não…”. Ok, então se essa Igreja a que a duplinha se referia é a MINHA Igreja, não é SUA, por que casar nela? Por que enfrentar essas burocracias que muitos nem entendem a razão se o casal não se sente parte daquela fé? Além de triste, eu fico revoltada com essas coisas.

Isso se reflete na escolha do templo. Pouca gente escolhe o templo porque ele é um lugar especial em sua vida. O casal vai à missa ou culto naquele lugar? Viveu algum tempo de sua infância ou adolescência por lá? Sua família tem alguma relação com o local? Em boa parte dos casos, a resposta é “porque é bonita”. Ninguém se sente parte disso tudo, mas quer realizar seu casamento nesta Igreja com a qual não tem nenhuma identidade. Acho isso tudo tão esquisito…

A pior parte é quando os noivos estão mais interessados nos detalhes da festa do que na celebração, que é a parte mais importante de um casamento. Sem ela, não há razão para festa. Quer dizer, para quem resolve casar na Igreja, claro. Assim como quem decide casar apenas no civil, é o momento no fórum que faz as pessoas terem motivos pra comemorar, quem casa na Igreja deveria curtir e muito o momento em que faz as promessas solenes, que troca as alianças, que recebe a benção. É um momento tão lindo que até hoje meus olhos marejam quando lembro do meu.

Para quem não está nem aí para a benção de Deus, que não entende o significado da palavra matrimônio como um sacramento, recomendo repensar seriamente se vai casar na Igreja. Afinal, a cerimônia é uma profissão de fé e de promessas que, se você não liga pro que Deus pensa, não fazem sentido. Pare de lotar as igrejas de flores e convidados morrendo de calor e leve tudo para o salão da festa climatizado, que é onde está o seu foco. E deixe de hipocrisia, que é isso que ainda vai acabar com o mundo!

Se esse não é seu caso, no entanto, prepare tudo com cuidado e carinho, perceba a presença de Deus em cada momento da celebração, sinta como Ele torna vocês dois realmente uma só pessoa, acredite no “até o fim de nossas vidas” e depois do beijo, vá pra festa comemorar esta benção tamanho gigante. E viva a alegria que sua fé lhe permite!

aline

Não deixe os outros fazerem!

A pior coisa – anote aí: a pior coisa! – que uma noiva pode fazer pela sua festa de casamento é deixá-la na mão de alguém. Nem do cerimonialista! Ninguém é mais adequado para cuidar do seu casamento do que você – para substituí-la, só o noivo interessado, o que, eu sei, é coisa rara de se ver. Eu mesma deixei muuuitas coisas na mão de Marido, que pesquisava, avaliava e chegava com tudo quase pronto para me mostrar. Mas na hora de assinar o contrato e dar o último ok, ele nunca topava ir sozinho. Como Marido não é exemplo, mas exceção, insisto: não deixe ninguém decidir por você. NINGUÉM!

Essa história me veio à cabeça depois de rever Casamento Grego (My big fat greek wedding, Joel Zwick, 2002, Estados Unidos), uma das comédias românticas que eu mais gosto e que sempre me fazia dar muita risada antes de casar. Até que eu casei e passei a ter ainda mais pena da pobre Toula Portokalos, vítima de sua própria insandecida família grega, que organiza seu casamento com o americano Ian Miller. Quem não viu ainda e está preparando sua festa de casamento, tem parada obrigatória neste fim de semana numa locadora para garantir esta aula de como não preparar um casamento.

Dos convites que ficaram prontos antes mesmo da noiva decidir como eles seriam, passando pela casa amontoada de visitantes no fim de semana da festa, chegando à maquiagem e cabelo feitos pelas próprias tias, o filme é um desfile de tudo que pode dar errado no seu grande dia – ou de coisas que podem detonar tudo que você sonhou. A menos que você não se importe nem um pouco com a cara que terá sua festa, não repita a experiência de Toula e tome as rédeas.

Afinal, a festa é de vocês (casamento é festa de dois, não apenas da noiva, lembrem-se disso, pelo-amor!) e ela tem que ser do jeito que vocês gostam. E isso vale tanto para quem está muito preocupado com o que os convidados vão pensar quanto para quem pretende entregar tudo nas mãos de alguém que mal te conhece – ou acha que te conhece como a palma da mão. Seja a mãe, seja uma prima, seja a melhor amiga, seja a cerimonialista, não deixe de dar a palavra final e ser firme sobre o que vocês querem.  O resto do mundo que se adapte! E quem gosta de vocês de verdade vai achar que tudo está a cara de vocês – seja isso um elogio ou não, é o  que importa!

P.S. Feliz São João noivinhas!

aline

Depressão Pós Casamento?

É sempre assim. Você começa a entregar os convites e a pergunta se repete logo após os agradecimentos. “Vocês estão ansiosos?” No meu caso e de Marido, a pergunta era meio óbvia porque, quem nos conhece sabe, somos os reis da ansiedade – ele, de forma especial, é do tipo que morre de véspera. E todo mundo imaginava que a gente estava muitíssimo ansioso pelo nosso grande dia.

Mas minha maior ansiedade era pelo depois. Era pelo arrumar dos presentes, pela mudança das minhas coisas para o lado esquerdo do armário do quarto que já era de Marido há seis meses, era a rotina sem precisar voltar para casa – aquela seria a minha casa a partir de então. E, claro, não tinha dúvidas de que haveria os problemas também, mas até para isso eu estava com uma medida de ansiedade.

Até que voltamos da lua de mel, demos um jeito nos pacotes de presente e pudemos dizer “enfim, sós” ao mesmo tempo de “lar doce lar”. E bateu a tristeza. Nem posso dizer “sei lá por que” porque eu sabia bem do que eu sentia falta: do meu velho quarto, de olhar as estrelas no céu que se via da minha janela, dos velhos costumes – e até do barulho que a casa fazia o dia todo e que não me deixava dormir direito há anos. Senti falta de tudo aquilo que queria tanto deixar pra trás.

Acontece que ninguém lembra que casar é abandonar uma vida inteira de hábitos, pessoas e objetos tão familiares que até seus defeitos lhe fazem falta. A gente só pensa no que vem pela frente, nas alegrias e desafios, mas nunca nos falam da falta que você vai sentir de casa nos primeiros dias. Não é como viajar. É realmente morar noutra casa, sem aquelas pessoas de antes. E confesso que é bem esquisita esta mistura de alegria e tristeza que se sente nas primeiras semanas de casado.

Marido, que há dois anos já morava sozinho, compreendeu meu sofrimento, mas sofreu junto sem ter muito o que fazer – sempre recebendo juras que não, eu não estava arrependida. Mas a nova rotina demorou mesmo para entrar no seu lugar – aquele em que você nem a sente.

Mais de um ano se passou e, durante minhas pesquisas para as matérias do NoivasPB.com, achei por estes dias alguns artigos sobre uma tal de Depressão Pós Casamento. Era só o que faltava, depois de Tensão Pré Nupcial (da qual eu também fui vítima!), agora essa. Mas ao ler o que se diz sobre o assunto, advinha? Identificação imediata. E seria muito, mas muito bom mesmo que os cursos de noivos oferecidos pela Igreja Católica destinassem meia hora para se falar disso e garantir: passa.

O choque de realidade e a desaceleração após um grande evento podem até dificultar a adaptação na nova vida, mas não podem nunca mascarar o amor (ou a falta dele!) que fez duas pessoas decidirem ficar juntas pro resto da vida. E, mesmo nesta minha pequena experiência como casada, posso garantir: esta será apenas a primeira das muitas montanhas que o casal terá que atravessar na vida. No meu caso, contei com meu próprio bom senso e com a paixão de Marido para superar essa – e hoje dar risada do meu choro baixinho na hora de dormir daquelas primeiras noites.

Mas e você? Já está se preparando para este momento?

1) Definitivamente, os melhores amigos da mulher moderna e sem grana para bancar uma secretária do lar são: a máquina de lavar, o microondas e o aspirador de pó. E, claro, um excelente diarista com DNA perfeccionista. Dá até para se sentir uma super dona de casa!

2) Depois de casar, você vai se transformar em alguém muito mais parecido com sua mãe do que você gostaria. E vai se ver fazendo todas as coisas que achava uma bobagem quando ainda morava com ela.

3) Morar em apartamento dá trabalho, sim, senhor.

4) Mais importante do que mais um jogo de servir sobremesa, daqueles que “vão durar a vida toda”, é um bom varal de roupas desmontável e que, montado, caiba na varanda. Por isso, meus próximos presentes de casamento serão tão práticos quanto sem graça. E esperarei os noivos agradecerem efusivamente um mês depois da festa.

5) A maior alegria de uma pessoa recém casada é chegar em casa. Na sua casa.

aline

O discurso

“O amor da gente é feito o Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector, que começa no meio de uma frase. Não tem um começo muito nítido, um marco inicial e nem se sabia amor naquele tempo. O fato é que o tempo passou e só depois de cinco anos pudemos colocar uma placa de inauguração: 25 de novembro de 2005.

E nem lá a gente sabe direito como foi. Só sabe que foi assim: EJC de Santana, final de deserto, “vamos dar uma chance pra essa história?”, “vamos!”. E a gente marcou como começo, mesmo só tendo começado de verdade e se tornado público outro tempo depois. Mas pergunta quando…

Daí o namoro em algum lugar do tempo, que também não se sabe bem quando, virou noivado. Ninguém pediu ninguém em casamento. Ninguém propôs, mas os dois aceitaram. E quando já era tão óbvio para os dois, compramos as alianças e marcamos de novo o noivado como começo de uma nova parte: 2 de junho de 2007, uma noite de chuva e recheada da alegria dos poucos que testemunharam o brinde com champanhe presenteado pelo dono do restaurante.

Mas ninguém parece ter levado aquilo muito a sério, mesmo a gente querendo que a nova marca fosse 25 de outubro de 2008. E, no final das contas, esta seria a data em que se encerraria uma outra parte do meio deste longo caminho: abrimos as portas da casinha de paredes cor de palha, lá no Treze de Maio, no dia em que queríamos estar casando. Conformados com as sábias demoras de Deus, meses antes tínhamos adiado o novo marco. Agora seria 25 de abril de 2009. E faltavam nove meses que, nossa!, passaram correndo até chegar o nosso dia: hoje. E lá vamos nós começar tudo de novo…

Aliás, o nosso dia sempre foi esse: hoje. Porque é em cada “hoje” que a vida tem nos dado uma oportunidade de colocar na cabeça de uma vez por todas que, sim, nascemos um para o outro. Mesmo com nossas cabeças duras, com nossas teimosias, com nossas manhas e manias esquisitas, não tem jeito: nascemos um para o outro.

E agora? Bom, agora é tempo de render graças ao Deus que nos uniu, ao Deus que tornou possível essa equação quase impensável que somou dois servos que caminhavam para caminhos opostos, mas que hoje seguem o mesmo rumo. Agradecer por todas as Suas providências que nos fizeram sobreviver a cada problema e por todas as surpresas que colocou nos nossos dias. É tempo de realizar o sonho mais lindo que Deus sonhou…

Mas também é tempo de comemorar, de abraçar o máximo de amigos possível para acumular o tantão de amor e alegria que cada um trouxe para esta noite e de comer apenas um pouco de bolo para não irmos ainda mais gordos para as piscinas naturais de Porto de Galinhas. E o que nos resta? Agradecer por você fazer parte desta história, que assim como o Livro dos Prazeres, também não tem final…”

P.S. A gente queria ter contado esta história no dia da festa, mas o texto impresso ficou (em duas vias!) esquecido no bolso do paletó do noivo – e a gente só lembrou quando estava arrumando as coisas para sair em lua-de-mel. Para não perder a inspiração… é pra isso que serve um blog!

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