ago 12th, 2011
Não repetir erros: um grande desafio
Não existe nada mais aterrorizante do que ouvir seu marido dizendo aquela frase: “você está se comportando igualzinho à sua mãe”. Bem, queridos leitores, acho que vocês já entenderam que hoje esta coluna está um pouco densa, não? É que essa semana, duas conversas internéticas me levaram para a mesma reflexão. Uma foi pelo Twitter com uma amiga (que ganhei quase sem querer quando ela se casou com um ótimo amigo!). A outra com um velho amigo dos tempos da escola. Em ambas, divagamos sobre como a vida, relacionamento e comportamento de nossos pais podem influenciar na nossa própria vida, relacionamento e comportamento com nossos cônjuges. É batata!
Acontece que muitas vezes o que vemos em casa não é exatamente um bom exemplo. Famílias desestruturadas e sem prumo são coisa cada vez mais comum neste mundo e, infelizmente, muitas se propagam na velocidade da luz. Filhos criados sem o ambiente adequado acabam se tornando péssimos homens, maridos, pais – ou mulheres, esposas, mães. Uma roda viva que parece (prestem bem atenção, apenas parece) não ter como ser interrompida, no processo que multiplica relacionamentos que fazem muito mal.
Acontece também que é possível, sim, romper esse fluxo. Essas duas pessoas queridas, por exemplo, cada um com sua história, seus amores e suas vidas, conseguiram pegar o limão e fazer uma limonada, se tornando grandes pessoas, dispostas a constituírem famílias mais equilibradas, onde o amor é um valor absoluto, com a missão de interromper um ciclo de dores para criar relações saudáveis e filhos amados e felizes.
Ninguém neste mundo é perfeito e não se espera, é claro, fazer uma combinação perfeita ao ponto de tudo dar certo. Mas quando a gente casa, seria importante que alguém nos dissesse que é possível, sim, não repetir os mesmos erros de nossos pais – e como isso pode ajudar a gente a ser mais feliz… Mas atenção: mesmo quando nossa família parece com aquelas de propaganda da margarina, sempre haverá algo que é melhor evitar e deixar para trás no nosso quarto de solteira/o, atentai bem!
Aprender com o que não foi bom na nossa história é uma das coisas mais bonitas que pode acontecer na vida de alguém. Como eu disse à minha amiga, sair da desordem e buscar/encontrar equilíbrio e amor é uma conquista que merece ser celebrada! Agora, claro, não adianta achar que é mágica: como tudo em um casamento, muito mais do que boa vontade, repetir apenas o que de bom nossa família nos ensinou exige esforço e dedicação – no meu caso, acredito que tem o dedo de Deus agindo também quando a gente se dispõe.
E você? O que vai querer repetir?
P.S. 1 Nesse domingo, dia dos pais, embarco para uma viagem especial de 7 dias em Madri, onde participo da Jornada Mundial da Juventude, com um encontro muito especial com o Papa Bento 16. Viajo ao lado da melhor companhia desta vida, Marido, que teimou tanto, mas tanto, que acabou me empurrando para viver este sonho, que guardo comigo há 12 anos.
P.S. 2 Casar com alguém que te leva para estes deliciosos abismos é mesmo uma grande sorte! E agradeço a Deus por isso, desejando que você também tenha encontrado uma pessoa assim pra chamar de sua. Até a volta!











